
O body piercing sempre esteve presente na “cultura de corpo” do cotidiano de todos nós brasileiros.
Ora pertencente aos nossos índios, outrora “maquiado” como brinco e agora em sua forma dita crua e moderna.
Os punks dos anos 80 começaram a exteriorizar as perfurações corporais, mas foi nos anos 90 que tivemos o grande “boom” do body piercing no Brasil, somado das respectivas profissionalizações de alguns profissionais que ainda atuam por aqui e que inclusive ( felizmente), puderam colaborar com esse artigo.
Com isso o que temos agora é uma super valorização do piercing – ainda que como mais um objeto de vaidade – e por um outro lado, uma infinidade de oportunistas que acabam atrapalhando o trabalho daqueles que realmente fazem e sabem o que fazem!
Por mais que soe conversa de “mãe zelosa”, todo cuidado ainda é pouco quando se trata de manipulações acerca do corpo. Existe uma gama de infecções e doenças passíveis de serem transmitidas através de um piercing incorretamente aplicado.
A busca de decorar o corpo, pode acabar se tornando um verdadeiro pandemônio se você não se cuidar.
Tenham sempre em mente: um corpo, uma chance!
Um bom diálogo e a busca de referências, assim como analisar o portfólio do profissional que você escolheu é procedimento de praxe e visa a sua segurança e a busca de qualificação dos próprios profissionais.
Nós do Frrrk Guys valorizamos as modificações corporais, desde que essas sejam feitas conscientemente e por profissionais realmente responsáveis e qualificados.
Para sabermos como está o cenário do body piercing no Brasil falamos com quatro representantes de peso do assunto e com isso conseguimos entender e aprender um pouco mais sobre técnicas, métodos e até mesmo dificuldades do body piercing, acompanhem!
T. Angel: Há quanto tempo vocês são body piercers?
André Meyer: Desde 1992, acredito ser o pioneiro em aplicações de jóias no corpo, primeiro profissional body piercer da América do Sul. Já existiam outros que faziam como o Sasha, a Zuba e outros tatuadores que se aventuravam em colocações, mas eu fui o primeiro a me sustentar só de piercing e foi muito difícil!
Pereira: Há 11 anos:
1997 – Tattoo Point – Ubatuba
1998 – Ilha Nativa Tattoo – Guarujá
2006 – Tattoo Yes – São Paulo
2007 – Led’s Tattoo – São Paulo
2008 – Tattoo You – São Paulo
Bianca Gattoni: Há 10 anos.
Snoopy: Trabalho nessa atividade há 10 anos, eu sou um dos percussores dessa prática no país e atual diretor vice-presidente do SETAP-BR.
T. Angel: Como se deu o interesse pela arte de perfurar?
André Meyer: Pelo contato que tive com índios no Amazonas na minha adolescência, mas o que realmente me chamou a atenção foram alguns livros e revistas relacionadas à Tattoo. Além disso, meu amigo Marco Leoni e a Convenção de Tattoo no Projeto SP em 1990.
Depois o destino me levou à Londres em 92, onde tive contato direto com a body art nas ruas londrinas e na convenção de Dunstable na Inglaterra.
Pereira: Após ver fotos de pessoas perfuradas fiz uma pesquisa e fiquei impressionado com a história de Fakir Musafar, Doug Malloy e Jim Ward e foi a partir disso que surgiu o meu interesse por perfurações.
Bianca Gattoni: Foi uma questão de necessidade x oportunidade.
Snoopy: Eu era gerente de um badalado bar na Vila Madalena, quando conheci o André Fernandes, através do nosso amigo em comum, Gu. Ambos trabalhavam na Tattoo You.
Como eu tinha a maior parte do dia vago e nunca gostei de ficar parado. Em conversa com André, combinamos que alguns dias da semana eu acompanharia as suas atividades que na época era Piercer, isto em 1998.
Como eu já tinha em vista um Estúdio para trabalhar localizado no Tatuapé (Karooba Tattoo), comecei a estudar as técnicas dos mais diversos profissionais, fazendo outros cursos paralelos, até que com o passar dos anos acabei desenvolvendo a minha própria metodologia de aplicação.
Tenho catalogado por ficha anamnese mais de 20 mil perfurações, além de ser o único piercer homologado para coordenar os cursos de perfurador corporal pelo SETAP e reconhecido pela comunidade médica como referência dessas atividades aqui no país.
T. Angel: Quais os principais nomes do body piercing no mundo?
André Meyer: Fakir Musafar, Mister Sebastian. Jim Ward, Doug Malloy.
Da velha geração, Allen Falkner, Grant Dempsey, Jesse Jarrel, a galera da Gauntlet Body manipulation THC.
Pereira: Doug Malloy, Jim Ward, Mister Sebastian e Fakir Musafar, eles que resgataram nossos antigos hábitos para a vida moderna.
Bianca Gattoni: Doug Malloy
Snoopy: Fakir Musafar, Jim Ward, Steve Haworth, Doug Maloy, Lukas Zpira, Shane Munce, Blair, Carnero, Rata, Jairo Camargo, André Fernandes (mesmo não atuando), Bianca, Valnei, João Caldara, Mickey, Iritsu, Freak Garcia, entre outros que agora não me vêm na memória…
T. Angel: Quais os artistas que te influenciaram?
André Meyer: Os mesmos que citei acima.
Pereira: Jairo Camargo
Bianca Gattoni: Na verdade, sigo uma linha de trabalho própria.
Snoopy: André Fernandes, Fakir Musafar, André Meyer, Zuba, Jairo Camargo, Mici Caraia, Shane Munce, Carolas, Steve Haworth, Jim Ward, Doug Maloy, Blair, entre outros…
T. Angel: Comentem o cenário atual do body piercing no país?
André Meyer: No Brasil e no mundo a arte corporal só tem evoluído e estou feliz em ver para todos os lados um comportamento tribal na sociedade atual.
Pereira: A cena aumenta a cada dia que passa e isso é muito bom, o que estraga são aqueles que trabalham de qualquer forma, com preços desleais e jóias de má qualidade. Tirando isso está perfeito.
Snoopy: Eu vejo a prática que foi difundida de maneira correta em nosso país ser banalizada, além da invasão dos esteticistas que são carentes de conhecimentos técnicos empregados no body piercing, existe os que acham que sabem aplicar baseados por sites relacionados, vídeos… Lembrando que nada na internet é 100% confiável!
Existe um projeto de lei que visa engessar todo e qualquer prestador de serviço carente de espaço físico e conhecimento sobre aquilo que oportunamente exercesse.
Creio que quando começar vigorar esta lei, muitos Picaretas terão que procurar outras atividades para invadir.
Com o crescimento promissor dessa prática no mundo, houve a necessidade de qualificar todos que prestam serviço, existem cursos que ampliam o campo de conhecimento do perfurador, por exemplo:
-Biossegurança e Controle de Infecção – Nos dias de hoje considerando as mutações virais, todos que prestam serviço na prática do body piercing devem saber controlar a infecção que criam em seus ambientes de atuação.
-Fisiologia da Pele – Curso voltado ao conhecimento de cada camada subcutânea e seus ligamentos, cuidados a serem tomados antes, durante e depois de cada aplicação na pele, reações adversas provenientes de materiais incompatíveis ao organismo humano entre outras curiosidades…
-Primeiro Socorros – Curso voltado á prestação de socorro, mediante aos mais variados acidentes que podem ocorrer em diversos locais, inclusive o de trabalho… Muito bom!
-Acupuntura Auricular – Curso voltado na compreensão do tecido fibrocartilaginoso e suas ramificações, pontos terapêuticos existentes no pavilhão auricular – Orelha, entre outras curiosidades.
-Enfermagem – Formação acadêmica ou método cursado, ambos dão conhecimentos físicos e biológicos do corpo humano.
Lembrando que: Mesmo um médico ou enfermeiro, para prestar tais serviços, devem obter conhecimento técnico empregado na prática do Body Piercing.
Eu já vi muitas deformidades causadas pelos mesmos por acharem que é só chegar e perfurar o local desejado pelo cliente.
T. Angel: No final dos anos 90 tivemos um “boom” do body piercing no Brasil e a seqüela disso hoje, é encontrar em qualquer esquina “body piercers”, comentem dado fato:
André Meyer: Isso é efeito da globalização. Ainda bem que todos podemos ter informações e filtra-las, assim só se destaca os mais dedicados e disciplinados.
Pereira: Com o “boom” vários oportunistas, com os oportunistas os maus profissionais.
Veja, hoje uma pessoa que perde seu emprego, logo compra um “kit piercing” e sai perfurando sem nenhuma informação. Esse “boom” trouxe também uma variedade de jóias ruins, a maioria dos “profissionais” não tem a mínima noção da qualidade do material, por isso que o que mais vemos hoje são jóias com mau acabamento, cavidades entre a esfera e a zircônia, rebarba entre a esfera e a rosca, jóias feitas em latão, plástico, cobre, aço carbono, todos estes fatores levam a má cicatrização da perfuração.
Bianca Gattoni: Faltam bons profissionais no mercado. Hoje há muita gente sem nenhuma experiência trabalhando na área e ganhando dinheiro, enquanto profissionais com anos de trabalho acabam até desistindo da profissão. Body Piercing virou um cabide de emprego fácil, onde quanto mais louco e bizarro melhor. Parte culpa da mídia com seu sensacionalismo, parte culpa de algumas pessoas que insistem em procurar preço ao invés de qualidade, mesmo se tratando da própria saúde.
Snoopy: O reflexo dessa decadência se estende por quase todo o território nacional, situação similar de vários países. Muitas pessoas dão entrada diariamente em hospitais com os mais diversos problemas, decorrente da carência de muitos que atuam, sem o mínimo de conhecimento sobre controle de infecção. Temos uma fiscalização sanitária digamos que lenta para cuidar desse problema instaurado, com isso, muitos desfrutam das nossas atividades sem nenhum comprometimento com a saúde alheia. Preços surreais convidam as pessoas diariamente a se colocarem em risco eminente, por barganharem com o próprio bem estar.
Mais nem tudo, esta perdido! Mesmo no meio dessa banalização muitos de nós conseguimos sobreviver de maneira digna, graças ao bom senso de uma minoria que tem consciência e procura saber mais sobre perfurações e perfuradores.
T. Angel: Existe algum evento voltado somente para o body piercing, qual sua idéia sobre a iniciativa de um evento do tipo num contexto geral?
André Meyer: Sim, participo desde 1998, ou seja, há dez anos da expo da APP (Association of Professional Piercers) em Las Vegas e também já colaborei com freak shows pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. O que só acrescentou boas experiências e ótimas amizades.
Pereira: No Brasil ainda não, na América do Norte sim realizado pelo APP (Association of Professional Piercers).
A iniciativa é ótima, pois teria mais contato entre piercers, fornecedores e clientes. É sempre bom conversar com outras pessoas do ramo sobre materiais e técnicas de trabalho.
Bianca Gattoni: Desconheço algum evento específico na Brasil. por aqui o body piercing está muito ligado à tatuagem.
Snoopy: Sempre existiram! Antigamente os atuantes eram mais acessíveis, talvez pelo fato de sermos na época poucos perto dos milhares que hoje atuam.
Tínhamos uma farta troca de informação, volte e meia, pousavam na terra dos Tupiniquins, grupos de freak show e piercers de peso na cena mundial.
Nos dias de hoje muitos que se denominam freaks, seguem as tendências mundiais fazendo apresentações em convenções, eventos direcionados, participações em filmes, entre outros eventos focados no entretenimento…
Eu vejo isto de maneira positiva, mesmo porque, existe publico para quase tudo!
Entristeço-me quando vejo algo negativo relacionado à atividade que eu me dedico.
“Se desconhece o que faz, procure se aprimorar para não fazer papelão diante rede nacional”.
T. Angel: As convenções que temos nacionalmente, dizem serem voltadas para o body piercing também, no entanto, não vejo algo realmente segmentado e/ou claro para classe, como é isso para vocês?
André Meyer: Na verdade piercing não deve ser colocado de uma forma competitiva, pois as técnicas são diferentes e os profissionais devem se adaptar conforme o habitat, enfim, convenções que participei são organizadas com workshops e fóruns, informações de materiais, tecnologia, ética, joalheria e primeiros-socorros e etc.
É só para fortalecer a classe e dar cada vez mais segurança a população.
Pereira: As convenções não são voltadas ao piercing, mas temos alguns piercers que trabalham em convenções de tatuagem.
Acho que poderia ser mais divulgado o piercing nas convenções, a procura seria maior, sem contar que é um ótimo lugar para o cliente ter acesso a vários profissionais.
Bianca Gattoni: Eu acho que temos poucas oportunidades de desenvolvimento profissional na área. Em minha opinião as pessoas que gostariam de trabalhar com piercing deveriam ter uma base de conhecimento, uma estrutura melhor. Temos pouco investimento em se tratando de cursos ou workshops.
Snoopy: Eu estive em poucas convenções que valorizassem o perfurador corporal, a última que eu fui foi em Florianópolis a Tattoo Pro, pra mim foi ótima!
Reencontrei bons e velhos conhecidos, fiz novas amizades, fechei alguns workshops, tive a oportunidade de trabalhar ao lado de uma garota a qual eu coordenei, e vê-la em ação, me deixou muito feliz, muitos se atrevem e poucos continuam na prática.
É prazeroso a quem ensina ver a evolução de quem se propõe a apreender, por isso eu não pude ser juiz desse segmento no evento, e o ocorrido eu achei justo!
Tem muitos atuantes comprometidos em dar o melhor de si pela atividade na qual conseguem se auto-sustentar.
T. Angel: Existe alguma bibliografia para o assunto?
André Meyer: Inúmeras, só procurar na net!
Os meus preferidos: Marks of civilization, Modern Primitives, Return of the tribal, The eye of the needle, A brief history of the evolution of body adornment in western culture, Ancient origins and today.
Pereira: Modern Primitives, An investigation of contemporary adornment and ritual, Piercing Bible, Ezio Mamiya.
Bianca Gattoni: No Brasil é raro. Você consegue alguma didática em apostilas baseadas nos modelos de manuais estrangeiros.
Snoopy: Várias! Eu posso mencionar algumas aqui: Primitive Modern, Biblie of Piercing, Perfuraciones Corporales, Sundance Indians Sioux, Mod Con, Body Play, PFIQ, além dos documentários e filmes relacionados às culturas que cultuam á pratica de adornar o corpo.
T. Angel: Qual a forma que você se atualiza sobre técnicas, instrumentos e métodos de trabalho?
André Meyer: Amigos profissionais e viagens.
Pereira: Em relação à técnica de trabalho, cada piercer tem a sua e com o tempo ele vai se aperfeiçoando e vendo o que é melhor pra si próprio. Os instrumentos, sempre recebo catálogos com novidades da Wildcat e Industrial Strenght que são pioneiras no mercado.
Sobre o meu método de trabalho, venho seguindo as informações da APP a qual tem como objetivo, compartilhar informações sobre técnicas de trabalho, assim faço do meu trabalho uma profissão digna.
Bianca Gattoni: Hoje a grande arma de quem busca atualização é a internet. É interesse de cada um pesquisar o assunto.
Snoopy: Eu tenho contato com muitos profissionais tanto aqui no Brasil quanto no exterior… Mantemos contato através dos fóruns e comunidades relacionadas às nossas atividades.
Acredito que o intercâmbio deu uma considerável diminuída, pelo fácil acesso dos instrumentos e jóias que antigamente eram difíceis de se encontrarem aqui no Brasil.
Não deixamos a desejar em nada para nenhum gringo pelo contrário, eles têm muito que aprender conosco, afinal de contas, o conhecimento é infinito e somos do tamanho daquilo que acreditamos.
T. Angel: Qual o preço médio de um body piercing?
André Meyer: De R$85,00 a R$250,00 a aplicação.
Pereira: Isso é relativo e de acordo com o material que cada um trabalha. Como meus piercings são todos importados têm jóias a partir de R$25,00 e a perfuração custa R$35,00.
Bianca Gattoni: Varia muito. Atualmente onde trabalho o valor da perfuração varia entre R$85,00 e R$250.
Snoopy: Depende do local a ser perfurado, tipo de piercing ou metal.
O mínimo seria R$50,00.
T. Angel: Quais seriam as carências para este universo?
André Meyer: Cada dia existem produtos novos no mercado, isto faz parte do capitalismo.
Pereira: Não há tanta carência, depois que inventaram a internet tem todo o tipo de informação, desde jóias até qualquer outro tipo de informação mais específica.
Bianca Gattoni: Profissionalismo, competência, preparação. Talvez o body piercing devesse ser levado mais a sério.
Snoopy: Responsabilidade, respeito pela saúde alheia e atitude.
T. Angel: Deixe algum comentário que considere pertinente:
André Meyer: Respeite-se e respeite o próximo.
Pereira: Hoje em dia temos muitos picaretas fazendo a arte de perfurar um jeito simples de ganhar dinheiro, se todos os clientes antes de fazer uma perfuração se informarem logo isto vai acabar. Todo o cliente tem o direito de ser perfurado em um Studio limpo, por um perfurador consciente, que use vários pares de luva durante a perfuração, ser atendido por um perfurador profissional, tranqüilo e que te passe segurança e confiança. Ser perfurado por uma agulha nova e depois que seja descartada em um descarpack. Sempre se recusar a uma pistola para perfurar, exigir a jóia procurada, tanto na medida como no material, prata, cobre, chapeados, não são recomendáveis para perfurações corporais. Ser informado sobre os cuidados e ter consultas com o perfurador que tem a obrigação de responder todas as suas dúvidas.
Bianca Gattoni: Para quem está começando: informem-se, invistam em conhecimento e destaquem-se.
Para quem procura um profissional: procurem referências e indicações. Alguém que esclareça suas dúvidas e inspire confiança. Não se deixem levar por preço.
Para as autoridades: fiscalização. Fechem os estabelecimentos sem alvará de vigilância sanitária. Não adianta criar leis que na maior parte das vezes não são cumpridas. Acaba lesionando o profissional que trabalha honestamente. E são um risco à saúde das pessoas.
Snoopy: Após ter tomado a decisão de ostentar um piercing em seu corpo, uma pessoa consciente deve procurar lojas especializadas e que sigam os padrões exigidos pelos Órgãos Vigentes de Saúde, tais como:
- Alvará de funcionamento e sanitário
- Certificação que comprove o conhecimento do técnico executante sobre as diversas técnicas de perfurações corporais, primeiros socorros, fisiologia da pele e biossegurança.
Obs.: Mesmo ele sendo médico ou enfermeiro se não tiver esta certificação evite entregar seu corpo a estes, sabemos que os mesmo tem total conhecimentos físicos e biológicos do corpo humano, porém são carentes de técnicas empregadas na pratica do body piercing.
- O consumidor deve pedir para ver o teste biológico da autoclave, a fim de saber se este está fazendo o ciclo de esterilização adequado.
(Vale à pena frisar que o teste biológico deste equipamento sempre tem que dar negativo para sua maior segurança.)
- Exija como consumidor que o piercing que lhe foi oferecido esteja embalado e esterilizado, com data de validade timbrada e assinatura do responsável pela esterilização.
- Tempo útil de uma jóia embalada e esterilizada uma semana.
O responsável pela esterilizarão deve ser Cursado em biossegurança, para não haver riscos de contaminação.
(Existem lojas que tem uma pessoa capacitada só para esta função)
Se estiver de acordo com os quesitos acima citados, preencha o cadastro de clientes com Nome, Endereço, Idade e tenha em mãos a Carteira de Habilitação ou RG que comprove ao “Perfurador” a sua maioridade.
- Em seguida continue preenchendo o cadastro que estará perguntando ao pretendente se o mesmo possui algum tipo de debilitação física ou antecedentes alérgicos.
- A sala de aplicação deve ser impecável tanto quanto as paredes, mobílias e pisos.
- O uso de: máscaras, aventais e luvas são indispensáveis no ato do procedimento.
“Evite fazer qualquer intervenção em locais que não ofereçam nenhuma higiene”
OBS: Todos os quesitos aqui citados vem a salvar o consumidor dos oportunistas que hoje em dia bombardeiam a nossa prática, com locais sem nenhuma estrutura e preços que acabam engessando os difusores dessa prática em nosso país.
Agradeço a atenção e colaboração dos piercers Pereira, Bianca Gattoni, André Meyer e Snoopy!
CONTATOS:
André Meyer
Pereira
Bianca Gattoni
Ronaldo Sampaio (Snoopy)







